Um estágio superior da SpaceX, que está à deriva no espaço há 18 meses, está programado para colidir com a superfície lunar na próxima quarta-feira. O evento não é apenas um acidente orbital; ele servirá como um teste real para medir como os detritos espaciais podem afetar a infraestrutura humana no espaço.
O evento ocorre às 06:34 UTC e deve atingir a região próxima à Cratera Einstein. O objeto, identificado como 2025-10D, é o estágio superior de um foguete Falcon 9 que transportou duas sondas lunares em janeiro de 2025. Como não tinha combustível suficiente para retornar ou manter uma órbita estável, ele seguiu seu curso até a Lua.
A colisão terá uma energia massiva. Com uma massa de 4.000 kg e uma velocidade estimada de 8.690 km/h, o impacto equivalerá a uma explosão de 3 toneladas de TNT. Os pesquisadores projetam que o impacto criará uma cratera com cerca de 27 metros de diâmetro e 5 metros de profundidade.
Você pode observar o impacto, mas precisará de equipamento adequado. Embora o flash da colisão seja muito curto, a pluma de detritos ejetados pode persistir por alguns minutos. Para quem está nas Américas, esta é a melhor janela de observação.
A ciência busca entender os riscos. Benjamin Fernando, pesquisador do Los Alamos National Laboratory, explica que este é um cenário ideal para estudar tanto os riscos diretos, como o flash de luz, quanto os indiretos, como a nuvem de material que pode interferir em naves em órbita lunar.
O lixo espacial é um desafio crescente. Este não é o primeiro acidente; em março de 2022, um foguete chinês já atingiu a Lua e deixou uma cratera de 29 metros. Com o programa Artemis da NASA e outras missões planejando bases permanentes, entender esses perigos é vital para a segurança dos futuros astronautas.
O que observar com seu telescópio:
- Pluma de detritos: procure por uma nuvem de material sendo ejetada da superfície.
- Localização: foque na borda ocidental da face visível da Lua.
- Duração: mantenha a observação por alguns minutos após o horário previsto.
A próxima etapa da pesquisa envolverá o uso de imagens de alta resolução da LRO para confirmar as dimensões exatas da cratera. Esse dado ajudará a refinar os modelos de segurança para as futuras estações espaciais que pretendem estabelecer uma presença humana duradoura na Lua.





